Sempre achei esta frase muito forte e verdadeira! Não me lembro a primeira vez que a ouvi, mas tenho certeza que faz muito tempo. Uma frase típica de cemitérios, e nada mais normal, já que os que estão lá realmente esperam os que estão aqui não é mesmo?
E esta semana me surpreendi: As aulas de jornalismo este semestre realmente estão difíceis: Professores chatos e enrolões, expectativas frustradas, já que achei que as aulas de história contemporânea e fotografia seriam o máximo! Junte à tudo isso acordar às 5h da manhã e uma sala cheia de gente chata (é verdade, estou sendo legal até…). mas daí eis que surge uma luz, a mesma professora chata aparece com um documentário fantástico que até então eu não havia tido o praze de ver:
“Nós que aqui estamos por voz esperamos”
Lançado em 1999 e dirigido por Marcelo Masagão, é uma obra-prima e merece toda atenção! Encontrei uma sinopse na internet que resume exatamente o que eu gostaria de explicar sobre ele:
“O diretor dá uma volta ao mundo passando por guerras, dirigindo o olhar para a conseqüente banalização da vida e da morte. Aborda a industrialização do mundo – ou das partes que passaram pelo processo de modernização industrial – trata da alienação dos trabalhadores que se transformaram em peças da engrenagem capitalista. Mostra regimes totalitários, religiões, em suma, humaniza e contextualiza a história do século passado.
Masagão fala da mudança nas formas de comunicação após o advento do telefone, da energia elétrica, do rádio. Mostra a evolução da independência feminina ao longo do século, a produção em série de utensílios domésticos e carros.”
Fonte: Spiner
O documentário é fantástico e mostra, através de imagens do século XX, a evolução social, política e economica da humanidade! É lindo, super poético! A forma como são contados os fatos da história, através de imagens que devem ser interpretadas, com a ajuda de algumas legendas que auxiliam o entendimento. Sem contar que todo o documentário é baseado no trabalho do escritor Eric Hobsbawn, uma referência em estudos socias, autor do livro “Era dos Extremos”, que serviu de base para o documentário brasileiro.
E esta é a minha parte preferida:






