De onde vieram as *Pin-ups*

*Pin-up de Gil Elvgren*

O termo “pin-up” começou a ser utilizado no início da década de 1940 nos Estados Unidos, mas elas já existiam desde o início de 1900. As pin-ups são mulheres retratadas em jornais, revistas, calendários e pôsteres de forma sensual, mas nunca vulgar.

As pin-ups ficaram famosas no período da segunda guerra mundial, pois exerciam um grande fascínio nos soldados americanos. Eles costumavam carregar fotos e recortes de revistas de belas mulheres, os quais pregavam nas paredes e armários, daí o nome “pin-up”, que em uma tradução aproximada significa “pregar na parede”.

Elas são mulheres belas e sedutoras, que expressam sua sensualidade de forma sutil e ingênua. Podem ser modelos e atrizes ou musas desconhecidas que servem de inspiração para os artistas, que geralmente as retratam através da pintura, desenhos e ilustrações, como as famosas propagandas americanas das décadas de 1940 e 1950. Muitos artistas ficaram conhecidos pelos trabalhos que faziam referentes às pin-ups: Gil Elvgren, Alberto Vargas, George Petty, Art Frahm, Enoch Bolles, Earl Moran, Peter Driben, Billy Devor, Zoe Mozert, são apenas alguns deles. Posteriormente pretendo dedicar posts a esses artista, aguardem!

As pin-ups habitam até hoje o imaginário masculino, despertando várias fantasias. O erotismo sutil das pin-ups é irresistível. Na minha opinião, o segredo está justamente na sutileza e na insinuação: A cinta-liga que sempre dá um jeito de aparecer, a saia que prende em algum lugar sem que se perceba, objetos que caem das mãos, biquinhos fofos insinuando beijos e sorrisos maliciosos, tudo complementado por batons vermelhos, saltos altos, lingeries e um corpo bem definido, mas que prefere mostrar as lindas pernas com um vestido, os seios com um belo decote e a cintura que sempre está bem delineada. O estereótipo de beleza das mulheres nessa época era muito mais charmoso do que nos nossos dias onde, para ser bonita, tem que ser magra e sem curvas. Não, definitivamente eu prefiro as belas pin-ups!!! O termo “Cheesecake” também é bem conhecido dentro da estética pin-up. A palavra Cheesecake serve para se referir a uma fotografia, mas uma foto especial, a mulher retratada geralmente é a Cereja do bolo.

*Pin-up de Enoch Bolle*

É importante ressaltar que as ilustrações de pin-ups tiveram seu auge em uma época (entre as décadas de 1930 e 1950) onde a sociedade era muito puritana. Não estou querendo dizer que eles não faziam ou eram contra o sexo, mas a sociedade em geral (principalmente a americana) recriminava tudo o que se referisse ao sexo. Foi o que aconteceu com Elvis Presley, que teve de ser filmado da cintura para cima em programas de TV, porque o seu “rebolado” era considerado indecente ou com Betty Page, que foi parar nos tribunais por causa das fotos de “Bondage”. Então, as mulheres não apareciam peladas em revistas ou calendários, tudo era insinuado e nunca explícito.

Com a liberação sexual das décadas seguintes, as pin-ups perderam o brilho e foram destinadas ao limbo. Quem queria ver os detalhes que elas mostravam enquanto o nu era uma constância nas grandes mídias como as revistas?

*Pin-up de Art Frahm*

Neste novo século elas voltaram com força total. Viraram inspiração para estilistas, coleções de moda de grandes redes Prêt-à-porte, para cantoras e atrizes, para ensaios de modelos etc. Está havendo uma re-leitura das belas moçoilas. Mas precisamos esclarecer alguns pontos:

A pin-up atual é uma mulher moderna. As transformações

*Kat Von D*

sociais influenciam e muito dentro da nova estética. As mulheres possuem hoje em dia muito mais direitos e deveres do que na década de 1940, por exemplo. Independentes, elas trabalham, estudam, cuidam dos filhos, mas continuam sendo mulheres que adoram um bom salto e um belo batom vermelho. Hoje, além da áurea de inocência e sensualidade, também expressam sua liberdade. Muitas são modificadas, como Kat Von D, musa tatuadora que se inspira na estética pin-up em suas tatuagens e no modo de vestir. As tatuagens, os alargadores e piercings são muito mais aceitos do que em décadas passadas, onde quem usava tatuagem ou era marinheiro ou presidiário. Tudo preconceito sem crédito né? O número de mulheres tatuadas cresceu consideravelmente nos últimos anos.

Mas, como a maioria das coisas caem no gosto popular e viram cultura de massa, somos obrigados a ver absurdos espalhados por aí, já que o estilo retrô é o “must” do momento. Muitas pessoas fogem do conceito original das pin-ups e acham que só porque usam uma saia rodada ou um vestido de polka-dots podem se considerar uma. Tudo vira moda e você vai cansar (se não cansou ainda) de ver por aí: cerejas, poás, sapatinho boneca, saia godê, tomara que caia e tantas outras referências de vintage que viraram moda. O problema não é as pessoas usarem ou apreciarem o estilo. Ótimo, você verá pessoas muito mais bem vestidas por aí, com certeza. O problema são as vítimas da moda que insistem em passar algo que não são. Tenho me deparado com absurdos como ensaios de “Mulher Melancia”, “Scheila Carvalho” e “Adriane Galisteu” vestidas de pin-ups e fazendo biquinhos. O pior é ler os textos onde elas afirmam que sempre foram fãs da estética pin-up! Me poupem do ridículo!!!

*Pin-up de Alberto Vargas*

Bom, o importante é que as pin-ups sempre continuarão como inspiração para quem vê nessa estética um modo de vida e não apenas uma modinha passageira! Como diz o ditado: “Nada se cria, tudo se copia”. Mas vamos fazer isso com estilo e bom gosto sempre.

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2 ComentáriosDeixe um comentário

  1. […] o surgimento das pin-ups que tem tudo a ver com a guerra e os soldados… mas já falamos disso aqui. Published […]

  2. […] Fonte: Misslittlecherry’s Blog […]


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