*James Dean* – O Mito

*O Mito James Dean*

James Dean é um dos meus maiores ídolos! Não somente por sua atuação no cinema, mas por incorporar a áurea de sofrimentos e incertezas que permeiam a juventude de várias épocas. No seu semblante é possível observar rebeldia, angústia e um certo ar blasé, tudo em um rosto belo e forte, ainda pouco amadurecido!

James Byron Dean nasceu  no dia 8 de fevereiro de 1931 em Indiana, Estados Unidos. Filho único de Wilton Dean e de Mildred Dean, que deu ao filho o nome “Byron” em homenagem ao poeta inglês Lord Byron (será que a áurea do romântico poeta dominou James Dean?). Eram uma família simples e James, desde criança, já estava em contato com a arte, aprendeu a tocar violino e a sapatear. Em 1940, após perder a mãe que morreu vítima de um câncer, o pequeno James foi morar com os tios em uma fazenda em Indiana.

 Lá ele cresceu e aprendeu a ordenhar vaca e manobrar tratores, mas nunca esqueceu de sua vocação artística e, já na adolescência, participava do teatro da escola. Em sua juventude já dava sinais de seu espírito rebelde : Ganhou uma moto Triumph de presente do tio Marcus aos 17 anos e, quando completou 18 anos, escapou do serviço militar por ter se declarado “gay”.

Em 1949 James foi para Los Angeles morar com o pai e a madrasta e também para estudar arte dramática. Depois de um tempo desistiu da faculdade e foi morar em Nova York, com a intenção de estudar no famoso Actor´s Studio. Para poder estudar e se manter financeiramente em Nova York, trabalhou de garçom e cobrador de ônibus. Começou a atuar na TV já em 1952 e também fez algumas peças na Broadway em 1953, chamando a atenção da crítica interpretando um homossexual. Com a peça “O Imoralista”, ganhou o Tony Award como melhor ator do ano.

Em 1954, James interpretou um papel importante no filme de Elia Kazan. Neste filme, “A leste do Éden – Vidas Amargas”, fez um jovem solitário e amargurado,  filme baseado na obra do mestre John Steinbeck.  Para fazer o filme, James assinou um contrato onde declarava não dirigir nenhum carro de corridas, sua outra paixão, durante as filmagens de Vidas Amargas.

Na época em que James estava iniciando sua careira, Marlon Brandon já era um grande astro e James Dean era seu fã. Os dois eram muito parecidos em seu jeito de ser e de se comportar, o que fazia com que James se sentisse próximo do grande ator e que constantemente fosse comparado com ele. Dizem que quando James conheceu pessoalmente Marlon Brandon, se decepcionou com o comportamento do astro que teria feito um comentário maldoso sobre as roupas que James usava: calças jeans surradas e camisa de cowboy (devia estar lindo com essa roupa não é?).

Em 1954, James conheceu aquela que seria o grande amor da sua vida: Pier Angeli! Uma jovem atriz que ele conheceu nas filmagens de “O Cálice Sagrado”. Mas a mãe da jovem foi contra o relacionamento  pelo fato de

*James Dean e Pier Angeli*

James não ser católico e  porque todos já conheciam o seu temperamento difícil. James ficou muito abalado com o fim do relacionamento com Pier. Tanto que fez questão de atrapalhar o casamento da ex-namorada com o ator Vic Damone. No dia do casamento, ele apareceu na porta da igreja e arrancou com sua moto, fazendo um barulho que chamou a atenção de todos. Os dois voltaram a se encontrar nas filmagens de “Assim Caminha a humanidade”, onde James desfilava para cima e para baixo com a bela Ursula Andress, que depois se tornaria uma BOND GIRL.

Fora dos sets de filmagem era conhecido por uma agitada vida social, fumava e bebia, e possuía um enorme fascínio por carros velozes e pela velocidade em si. Paixão que lhe custou a vida. Quando se dirigia para uma corrida, em 30 de Setembro de 1955, com apenas 24 anos, envolveu-se num acidente fatal, partindo imediatamente a coluna vertebral e sofrendo de hemorragias internas.

O médico-legista observou que o corpo de James Dean era coberto de cicatrizes. Num bar de Hollywood, onde era conhecido como “Cinzeiro Humano”, ele oferecia seu peito e pedia às pessoas que apagassem seus cigarros nele. No dia em que morreu, James Dean ainda esgotava ingressos com o seu primeiro filme. A consagração final chegou poucos dias após a sua morte, quando Juventude transviada chegou aos cinemas. Recebeu duas indicações ao Oscar, postumamente. Em 1956, por Vidas amargas (a primeira indicação póstuma na história da premiação), e em 1957, por Assim caminha a humanidade, ambas por melhor ator. Ganhou dois prêmios do Globo de Ouro, em 1956 como melhor ator e, no ano seguinte, num prêmio especial que o consagrou como ator favorito do público.

A impressão que tenho é que James não tinha medo da morte e até buscava esse fim. Mas é uma pena, um ótimo ator que poderia ter feito grandes obras e nos presenteado muitas e muitas vezes com a sua bela imagem na tela e sua grande atuação como ator. Hoje James Dean é cultuado não só pela juventude, mas por todos que reconhecem nele um mito cultural e um grande astro de cinema.

Published in: on 6 de janeiro de 2010 at 5:22 pm  Deixe um comentário  
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